“ Quando os cérebros se acomodam”
Numa data semelhante a que hoje decorre já fui feliz, e acredito seriamente que ainda vou voltar a ser, talvez ainda hoje, mas agora não.
30/12/ dos anos passados foram adrenalizantes devido as milhentas combinações de programas de passagem de ano que recheei mas nunca comi, 30/12/ dos anos futuros serão saudosistas devido a agradável memoria dos que me rodearam e ainda rodeiam.
30/12/2004 esta a ser a desilusão!
A momentos em que as sinapses se limitam a fazer circular impulsos eletroquimicos previamente experimentados…este é um deles. Do reduzido leque de frases que temos memorizadas, filtramos as menos apropriadas nas piores alturas, de forma a serem ditas no pior dos momentos.
Por ordem decrescente de frequência aqui vai…
«Olá? Como é que te corre a vida? Esta tudo bem? Espero que sim, como é que vão os estudos? Faculdade…ainda bem meu filho, nunca pares de batalhar. Estas agasalhado, o que é que se passa? A T-shirt e os calções tiveram direito a folga? Já vi que estamos mesmo em uma ocasião especial. Os teus irmãos, como é que eles estão? A família em geral o que é feito de vocês? És filho de quem mesmo? Prazer, eu sou a pessoa X, prima da tia da avo, ai estas tão grande, lembras-te de mim? Já te peguei ao colo a muito tempo atrás, até te troquei a fralda. Porque é que estas com os óculos escuros, se continuares com eles vais privar-me de ver os olhos mais bonitos da família e não só…!!!» (Esta frase foi uma lufada de ar fresco numa sala onde respiravam 50 pessoas por metro quadrado)
«Então e portaste te bem este ano? O pai Natal deixou muitas e boas prendas no sapatinho?»
E para fechar a frase do dia… «Finalmente não estas de azul ou laranja, gosto de te ver assim, a cor preta fica-te a matar»
Já que falamos de fatalidades, hoje foi o enterro da minha avó, pior do que isso, hoje foi o enterro da mãe da minha progenitora!
