Dezpensamentos

Simples, não complexo, anti new-age, sem aquela pitada fashion...aqui não temos paozinho sem sal

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Difusão de identidade.

É inacreditável a facilidade que o meu encéfalo tem para absorver as minhas peripécias familiares e transforma-las em histórias de um e apenas só indevido…EU! Provavelmente do excesso de informação juvenil que me foi dado na minha adolescência, filtrei o que achava engraçado e retive os louros para o meu ser. Ainda me recordo do dia em que parti e cama dos meus pais, ups, não fui eu, foi o meu irmão mais velho. E não posso claramente esquecer-me do dia em que salvei a minha irmã de ser afogada, ups, eu é que ia morrendo afogado e a minha irmã é que me salvou. Mas claramente me recordo da tarde de verão em que guardei 70 escudos, e não esquecer que á 15 anos 70 escudos não só eram 70 escudos como eram uma fortuna, vinte e oito pastinhas gorila, 7 de morango, 7 de laranja, 7 de banana e 7 de menta, mas isso agora é secundário, ou então dois pacotes inteiros de SUPER GORRILA, com direito a troco, mas isso agora é secundário…ai…ai….eu ainda sou do tempo em que..! Recapitulando e desta vez com direito a fim e tudo mais, estava eu no parque dos pequenos do Jardim da estrela a brincar com os meus irmãos e Pai, se não quando sou informado que vamos mudar-nos para o parque dos grandes, como na altura o parque tinha imensos castelos enormes e eu tinha receio de perder as minhas duas moedinhas decidi que as tinha que guardar, e que melhor local para o fazer do que na areia do parque?!? Decorei o local exacto, marquei-o com um X e fui para o pagode que é brincar com os meus irmãos. Quando o meu pai disse que já estava na hora de nós irmos banhar, corri desenfreadamente em direcção ao parque dos pequenos, mais especificamente em direcção ao X, ao meu X. Procurei, desesperei e já mais encontrei. Eventualmente o meu progenitor apercebeu-se da situação e nas entrelinhas do atitudes reconfortantes que me eram dadas pelos meus irmãos, ele disse: “ Não te arrelies, um dia as de passar por este parque e veras que as tuas moedas originaram uma árvore” A árvore ainda não a vi, mas nesse dia foi concebida uma recordação que é minha, uma recordação minha que me faz recordar o meu pai, uma recordação que me pertence e que sei que para todo o sempre a vou guardar.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Casar? Já?